Scroll to top

Quem tem medo da Matemática?


Sem comentários

Não é de hoje que constatamos a crise que o Brasil vive no âmbito educacional e, em particular, no ensino da Matemática. De acordo com os números divulgados no quarto trimestre de 2019 pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o país se encontra entre os 20 piores países no ranking nas três áreas acompanhadas pelo Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes): matemática, ciências e leitura. Ainda de acordo com a OCDE, o pior desempenho do país aparece em Matemática, figurando entre a 72ª e a 74ª posição em um universo de 79 países pesquisados. São muitas, mas muitas as questões que surgem para debate e estudo nesse quesito, desde questões culturais, formação inicial e contínua de professores, utilização de métodos de ensino defasados e pouco estimulantes até as questões relacionadas a políticas educacionais, desigualdade social e dificuldade de acesso à educação.

Fato é que a Matemática é uma disciplina cumulativa, com pré-requisitos para passar das fases iniciais para as seguintes, por isso as lacunas só aumentam ao longo dos anos escolares de um indivíduo. É um efeito tipo bola de neve: com a mudança de série, as dificuldades de grande parte das crianças e adolescentes crescem cada vez mais.

Imagine o desespero de muitos jovens ao se depararem com as disciplinas de Cálculo na formação de exatas?! Vários desistem no meio do caminho e outros nem se aventuram a optar por uma graduação que dependa da habilidade com os números.

Não é à toa que o Brasil não consegue formar engenheiros suficientes para atender a demanda atrelada aos avanços tecnológicos, principalmente por causa da significativa desistência ao longo da graduação em Engenharia.

Segundo dados da consultoria especializada em recrutamento Page Personnel publicados pela revista Exame (2019), até houve um aumento na quantidade de matrículas nos cursos de Engenharia em 2018, 35% a mais que no ano anterior. Contudo, apesar do número expressivo, a evasão de 50% dos alunos ainda nos primeiros semestres, principalmente em seu ciclo básico, é substancial e preocupante, o que só corrobora o desdobramento dos resultados do Pisa.

Acesse aqui: Webinar “Zero reprovação: uma experiência efetiva em cálculo”

Em contrapartida, Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para os cursos de graduação em Engenharia, homologadas recentemente pelo Ministério da Educação, trazem em seu texto conceitos atuais como: formação baseada em competências, foco na prática, aprendizagem ativa e maior flexibilidade na constituição do currículo. Segundo o parecer da comissão do Conselho Nacional de Educação (CNE), a revisão do texto busca “atender as demandas futuras por mais e melhores engenheiros”.

O desafio das IES

Posto isto, instituições de ensino superior dedicam-se a inovar no processo de ensino-aprendizagem, fazendo uso de recursos tecnológicos, redes sociais e ambientes virtuais de aprendizagem, de forma a estimular o aluno a desenvolver sua autonomia nos estudos. Um dos maiores desafios é tornar-se mais atraente para os estudantes de hoje – jovens da cibercultura, conectados em múltiplas plataformas. Mas não se trata simplesmente de usar aplicativos digitais nas aulas. O fator crítico de sucesso está no emprego das mídias para potencializar o desempenho dos estudantes. E mais: estimulá-los a assumirem progressivamente a gestão da própria aprendizagem.

Com isso, crescem as iniciativas de adoção das metodologias ativas de aprendizagem, e, no tocante à temida matéria de Cálculo, a construção de trilhas de aprendizagem é um primeiro passo para adaptar o percurso às necessidades de cada aluno, a partir de um diagnóstico inicial e planos de trabalho específicos até a aquisição das habilidades necessárias e o diagnóstico final.

A reprovação em Cálculo tem sido um problema para a sua instituição de ensino? A evasão não para de crescer? Você está em busca de soluções que possam diminuir ou sanar de vez essa grave questão?

Conheça o Pré-Cálculo Interativo, um ambiente de aprendizagem exclusivo para o nivelamento da Matemática básica, a captação de novos estudantes e a redução da evasão.

Posts Relacionados

Postar um comentário