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Lifelong learning: a importância de nunca parar de aprender


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A expressão lifelong learning, que ganhou força nos últimos anos, é um reflexo do dinamismo da contemporaneidade. As transformações tecnológicas e a velocidade das mudanças no mundo nos tiram da zona de conforto e mostram o quão importante é o aprendizado contínuo.

Lifelong learning significa aprendizado constante, que deve ocorrer ao longo da vida, e parte da premissa de que o aprendizado não tem data para acabar. Mesmo após o ensino básico, a faculdade e a especialização, por exemplo, é necessário adotar uma postura proativa e aberta ao conhecimento. Isso pode influenciar de maneira positiva a vida pessoal e profissional.

“O conceito de educação ao longo da vida é a chave que abre as portas do século XXI; ele elimina a distinção tradicional entre educação formal inicial e educação permanente”, afirmou o político francês Jacques Delors em seu livro Educação: um tesouro a descobrir, publicado em parceria com a Unesco.

Os quatro pilares do lifelong learning a serem colocados em prática são:

  1. Aprender a conhecer (aprender a aprender).
  2. Aprender a fazer.
  3. Aprender a conviver.
  4. Aprender a ser.

Uma prova recente de que ainda estamos aprendendo a aprender foi a dificuldade que professores e alunos tiveram em encarar as mudanças na educação causadas pela pandemia do Coronavírus. Quase do dia para a noite, precisaram entender o que era ensino remoto e se adaptar a ele.

O que vimos foram instituições que precisaram se reinventar. Docentes e discentes mostraram que ainda não estavam preparados para as transformações abruptas na forma de ensinar e aprender e, juntos, tiveram que trilhar esse caminho incerto e desconhecido.

Mesmo com a descoberta das múltiplas inteligências, teoria desenvolvida pelo psicólogo norte-americano Howard Gardner na década de 1980, com a existência de várias formas de aprender e ensinar traduzidas pelos métodos ativos e o suporte que a tecnologia já oferece à educação, tudo foi posto em xeque, e o que era conhecido na teoria virou uma grande novidade na prática. Professores tiveram de, literalmente, sentar e estudar, fosse para aprender a preparar uma aula online ou para lidar com uma câmera.

O isolamento social imposto para combater a Covid-19 impulsionou a busca por breves cursos de aperfeiçoamento, ciclos de palestras, seminários, lives, congressos online. No momento, era a única possibilidade que se apresentava. Ao mesmo tempo, surgiu a necessidade de questionar os porquês da educação apenas presencial (especialmente para graduação e pós-graduação), e muitos começaram a vislumbrar, inclusive, um aprendizado híbrido.

Em 2020, o Grupo GEN realizou o congresso virtual “De repente, professor online!”, em que vários especialistas e docentes do ensino superior debateram sobre os rumos da educação em um cenário de transformações tão importantes, que poderiam impactar o ensino e o aprendizado. Foram mais de 3 mil participantes ao vivo que buscavam remodelar crenças e certezas sobre educação.

Hoje, entendemos que não precisamos apenas do estudo formal como base de aprendizado. Ele continua sendo fundamental, mas séries, filmes, livros e até mesmo um bom bate-papo deixaram de ser apenas passatempos e podem ser englobados pelo conceito de lifelong learning a partir de um novo olhar para o aprendizado constante.

Você já refletiu sobre como o ambiente à nossa volta nos ajuda a aprender? De que formas você tem buscado se atualizar?

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